Estamos numa altura agora em que teremos de ir para a rua, trabalhar, conviver, retomar uma vida o mais normal possível. É impossível ficarmos todos em casa por tempo indeterminado e é impossível erradicar o vírus. Por isso a população terá de ser infectada. Quer-se que isso aconteça aos poucos e devagar, para não haver caos e poder controlar o número de casos graves e de óbitos. Os mais novos e saudáveis deveriam avançar primeiro e só depois os mais velhos e mais frágeis. A vida social, económica e comercial deveria abrir de forma escalonada por idades e estados de saúde.

Ao contrário do que se dizia no início, morrem pessoas com Covid19 de todas as idades e muitas aparentemente sem outros problemas de saúde associados. Ao mesmo tempo, pessoas mais idosas e com outros problemas de saúde podem também ter o Covid19 na sua forma ligeira e, portanto, não precisarem sequer de ser internadas. 

É claro que continua a ser o grupo dos idosos o mais afectado e com mais mortes. E quanto mais a sua saúde for frágil maior o risco. E, para as estatísticas, contribuem o número de infectados nos lares ou outras instituições onde os idosos tenham proximidade. Mas há muitos óbitos de gente de 40, 50, 60, 20. Não se sabe porquê.

Mas sabe-se que, mesmo com a ajuda de antivirais disponíveis, só o sistema imunitário consegue combater o vírus. Parece pois importante que o nosso sistema imunitário esteja forte e que possa ser activado. Um sistema imunitário enfraquecido ou com resposta lenta pode ser a explicação da causa de morte de pessoas aparentemente saudáveis, abaixo dos 60 anos. Para isso podem contribuir uma série de factores individuais, que podem ir desde alimentações mal equilibradas, falta ou excesso de exercício físico, a depressões mentais ou físicas, pouca qualidade de sono, stress constante ou em picos. E sabe-se que, acima dos 60 anos, o sistema imunitário enfraquece naturalmente, o que explica a maior incidência de óbitos em pessoas mais idosas nesta pandemia. 

A Medicina Chinesa tem formas de estimular o sistema imunitário e prepará-lo para reagir em caso de necessidade. É o que diz a teoria nos livros, ensaios e investigações, é o que nos diz também a experiência no dia a dia do nosso exercício. Não afirmo, de forma nenhuma, que a Medicina Chinesa é melhor do que outros métodos ou que tem a cura para o Covid19, tento simplesmente falar do que conheço. Nesse sentido, estou convicto de que a acupunctura e a fitoterapia promovem um melhor sistema imunitário. As fórmulas de fitoterapia chinesa assentam numa lógica de correcção sobre o que está desequilibrado no organismo, tendo por objectivo neste caso o afinar do funcionamento imunitário. Ao promover o equilíbrio no organismo, promovemos a correcta produção de citoquinas, células T, macrófagos, linfócitos, enfim, toda a panóplia de proteínas e células necessárias a uma boa defesa em caso de necessidade.

No entanto, embora prepare e fortaleça o sistema imunitário, não o põe de sobreaviso imediato. O tempo que decorre entre o começo da replicação viral dentro do organismo até ao reconhecimento pelo organismo dessa replicação anormal e, portanto, infecciosa, é fulcral e pode determinar as complicações ou a sua ausência e, em última análise, a vida ou morte. 

Ora, para que o sistema imunitário seja fortalecido temos a fitoterapia chinesa, para alertá-lo e pô-lo de sobreaviso antecipado proponho outro produto. A Ozonoterapia.

Para quem não conhece, o ozono é uma molécula de 3 átomos de oxigénio e que é usado em terapia sob a forma de gás. Pode ser misturado  directamente no sangue do paciente ou posto em contacto com mucosas ou pele para ser absorvido. Há muitas formas de administração mas só me interessa para aqui a forma oral (em cápsulas ou ampolas bebíveis), que é a que podemos aplicar facilmente nestes tempos.

Explicam-nos os entendidos sobre a matéria:

O ozono é um poderoso oxidante. Ao ser administrado em pequenas quantidades (as dosagens terapêuticas) e ao chegar ao sangue, vai primeiro induzir um stress oxidativo no organismo. Esse stress oxidativo vai provocar a destruição de microorganismos, incluindo vírus, ou criar condições mais difíceis para a sua sobrevivência. Não destrói todos os vírus em caso de infecção mas presume-se que reduza a carga viral, o que é muito importante para o sistema imunitário. Mas, principalmente, é suficiente para “forçar” o organismo a reagir contra a oxidação suplementar. Com isto são activados os antioxidantes naturais no organismo que pertencem ao sistema imunitário. Ao activá-los, vão baixar o processo oxidativo, melhorando o efeito antioxidante geral e pondo o sistema imunitário em alerta. Este, ao entrar em alerta, se houver alguma infecção, activa mais depressa as defesas necessárias sendo o tempo de resposta menor, que é o que se quer.

Assim, parece-me que, usando a fitoterapia chinesa para estimular o sistema imunitário e o ozono para o alertar, poderemos conseguir melhores defesas para este período.