Há ainda muita gente com medo de ir a uma consulta médica, ou a um hospital. Medo de ser infectados pelo vírus. Percebo. O medo de se ir a um sítio onde vão pessoas doentes é um medo visceral e instintivo. 

E imaginar que, quando se vai a um hospital, os vírus das pessoas infectadas que estão a ser tratadas ali ao lado andam a passear no espaço, pode ser aflitivo. Mas paremos para pensar um pouco.

Os hospitais são de facto sítios onde se concentram doentes com várias condições que podem ser contagiosas. Mas também é dos sítios onde melhor se controlam esses contágios. As regras de higiene e profilaxia a que os hospitais estão obrigados, especialmente em áreas de infecto-contagiosos, são muitas e apertadas. 

Também nos consultórios médicos, neste tempo de vírus, os cuidados e regras são redobrados e obedecem a conjuntos de normas emitidas por ordens, colégios ou associações, consoante as especialidades clínicas, e baseadas nas normas da DGS. 

Cada consultório adapta as regras à sua realidade concreta com o objectivo das consultas serem seguras e com risco de contágio mínimo, para o paciente e para o profissional de saúde.

As consultas de Medicina Chinesa não são excepções à regra e seguem por isso as mesmas normas. 

Assim, eu diria que é mais seguro vir à consulta do que ir ao supermercado. 

No supermercado, nas mercearias ou nas frutarias vejo às vezes pessoas que, por distracção, por ignorância ou por falta de civismo, quebram as regras de segurança. Máscaras mal colocadas, usadas vezes em conta, distâncias não cumpridas ou mexer em tudo o que não se leva, são coisas que se vêem facilmente nesses estabelecimentos, dificultando portanto a profilaxia devida. 

Nos consultórios as máscaras são bem utilizadas, desinfectam-se as mãos e os objectos onde tocamos, os espaços e distâncias são respeitadas. A profilaxia é cumprida. 

Não deixe de vir á sua consulta. Proteja-se e cuide da sua saúde.