Um amigo meu foi operado. Ao fígado. Retiraram-lhe 70% do fígado. A cirurgia correu bem, removeram tudo o que era para remover, e está em franca recuperação. O prognóstico é bom. 

Mas enquanto esteve no hospital o meu amigo fartou-se de pensar. Ele gosta de pensar. E dizia-me um dia destes “A vida afinal resume-se meramente a nascer, crescer, reproduzir, continuar a espécie e depois, acabou, envelhecemos, ficamos doentes e andamos para aqui a decair até morrer.” 

Radical, mas sábias palavras, pensei eu. Apanhou-me desprevenido e só consegui balbuciar um “pois”, na altura. Mas fiquei a pensar. Talvez o próprio acto de pensar contrarie aquela afirmação tão crua do meu amigo. 

Talvez ele tenha razão e a vida não sirva e não seja mais nada do que ter o objectivo da reprodução e continuidade da espécie e da manutenção da vida através dela. No entanto a individualidade de cada um de nós, o que sentimos e o que pensamos, a busca incessante do prazer e do bem-estar, impele-nos a acreditar que não seja assim tão simples. Mas talvez esse acreditar não seja mais do que um mecanismo de sobrevivência e não um objectivo em si. 

Apesar de tudo penso que em todos esses processos, o tempo e a sua passagem são fundamentais. Procuramos mais e mais tempo para o prazer ou bem-estar, assim como para o prolongamento da vida individual. Quanto mais tempo conseguir viver com boa qualidade de vida e com prazer, melhor, não é assim? No entanto depois, com a chegada da morte, o tempo deixa de fazer sentido, uma vez que não teremos consciência dele (se não entrarmos pelos campos teológicos. Do ponto de vista puramente fisiológico enquanto entidade consciente, esta deixa de funcionar e de existir, logo o tempo deixa também de existir para essa entidade específica). Depois de morto não interessa então quanto tempo vivi. Mas interessa-me como vivo durante o tempo que cá estou, uma vez que a minha procura, como todos os demais, é pelo bem-estar e prazer. E estas duas coisinhas, estes tão poucos objectivos em número, encerram afinal tudo o que procuramos viver. A busca de saúde, o amor, os filhos, ir à praia, conduzir um carro veloz, ter um animal de estimação, beber copos com os amigos, ter amigos, um fim-de-semana, uma petiscada, não são mais do que várias formas de buscar o prazer e bem-estar na procura que nos é subjacente, seja por sobrevivência ou não.

Não defendo por isso o abandono a todos os excessos. Há muitos pormenores e nuances que poderiam ser discutidos nesta linha de pensamento. Defendo antes um equilíbrio entre o prazer que se busca e o tempo que podemos ter para o usufruir. Para ter tempo teremos de nos manter íntegros e intactos, para ter prazer teremos de ter tempo. A essa dicotomia poderemos chamar afinal equilíbrio. Ou saúde, física e mental, física porque nos permite ter tempo, mental porque nos permite ter prazer. 

E é aqui que a medicina pode ter um papel fundamental. Ao poder ajudar a que o decaimento do organismo seja mais lento e que o corpo e mente funcionem bem, sem doenças ou sofrimento, o tempo de prazer e bem-estar prolonga-se e, por isso, o tempo de vida, enquanto o que defendo aqui, também. 

A Medicina Chinesa defende que a saúde deve ser procurada toda a vida, através da prevenção da doença. Para isso professa que as pessoas devem viver de acordo com a Natureza e o Universo. Resumindo, deveríamos viver de acordo com as estações do ano, com a duração dos dias e das noites, com o calor do sol e a frescura da terra, vivermos com a Natureza em vez de através dela. 

Para além disso defende que, mesmo na ausência de doença, a Acupunctura, a Fitoterapia, a massagem Tui Ná e o Tai Chi devem ser usados para corrigir e prevenir qualquer desequilíbrio do organismo que possa desembocar em patologia. 

Na maior parte das sociedades onde vivemos já não é possível viver de acordo com a Natureza. Mas é possível usar a medicina para prevenir a saúde antes da doença. 

E nisso a Medicina Chinesa é muito boa. 

Venha ter connosco, experimente a Medicina Chinesa e tenha mais prazer em mais tempo na sua vida.