Algumas pessoas com quem tenho falado ainda estão praticamente em confinamento. Habituaram-se a estar confinadas, sentem-se bem assim e deixam-se estar, isoladas e contentes com a sua melancolia confortável e solitária.

Vão deixando de comunicar, a não ser o essencial. Primeiro só atendem as comunicações de alguns amigos que vão insistindo, depois vão demorando para responder e, depois ainda, esquecem-se de todo de responder. Os laços com o mundo vão deixando de existir e o regresso a um conforto uterino, silencioso e solitário, sem esforço, sem agressões, sem obrigações sociais. Não se vêem notícias, não se tenta compreender o estado do mundo, não se procura ninguém. O único contacto é o familiar, de vez em quando, e o de trabalho online para a sobrevivência financeira. 

Reagimos a estímulos. São eles que nos fazem pensar. E o pensar é o que nos guia para as acções. E as acções são o viver. Por exemplo, que vou eu escrever e sobre o quê se não tiver estímulos? Que vou observar e sobre o que vou pensar, para depois poder questionar, pôr nestas linhas e comunicar convosco? Como poderei sentir-me bem no meu bairro se deixei de conhecer as suas pessoas? Como poderei saber a cidade se não falo com os seus habitantes? Como poderei amar se não conheço o amado?

E assim, da nostalgia confortável e solitária, vão evoluindo para a tristeza sem razão aparente, para depressões silenciosas, para flutuações de humor. Podem aparecer outros sintomas. Insónias, dores de cabeça, retenção de líquidos, flacidez muscular ou do tecido conjuntivo, fatiga…

Na Medicina Chinesa estes desequilíbrios são tratados, e quanto mais cedo melhor. 

Marque consulta, saia de casa e venha equilibrar as suas emoções.