Um dia reparei que um dos cafés do meu bairro estava diferente. Quase igual, mas diferente. Tinha umas coisas diferentes na vitrine, uns menus manhosos com umas fotografias de comida chinesa. Os donos agora eram uma família de chineses. Ou melhor, alugaram o café. Deixaram-no exactamente como estava e vendiam as mesmas coisas. Os cafezinhos, os croissants de padaria, os copos de vinho, os bolos de arroz, as minis e os rissóis. E por isso continuavam a servir os habitués do bairro. 

Read more

As memórias fazem parte de nós e constituem-nos. É porque elas existem em nós que somos como somos. Memórias de infância moldam-nos a educação, memórias de traumas ou frustrações moldam-nos estratégias, memórias de pessoas moldam-nos emoções. Sem elas não seríamos o que somos nem poderíamos viver em sociedade. 

Read more

Temos um problema com as cores. A Humanidade tem um problema com as cores, aliás. É um facto. Usamos as cores para tudo e um par de botas e usamo-las mesmo para coisas que não têm nada a ver com nada. Não têm lógica, pura e simplesmente. 

Read more

Tudo na nossa vida tem de ter uma razão. Ensinaram-nos assim. Escolho este curso porque me dá mais saída profissional, vou morar para aquele bairro porque é perto de tudo ou porque tenho lá amigos, compro o carro x porque tem espaço e potência, vou àquele restaurante porque tem o melhor cozido à portuguesa. “Porque”, é a palavra que nos rege as escolhas. 

Read more

O que quer dizer Fitoterapia? Segundo o dicionário da Porto Editora, a palavra vem do grego e decompõe-se da seguinte maneira:

therapeia = tratamento e phyton = vegetal. São portanto terapias à base de plantas. 

Read more

Sou um pessimista por natureza. Sempre fui. Há sempre coisas que nos chateiam. No meu caso e ultimamente, vão desde a minha associação profissional que não se comporta como profissional até à estupidez dos comportamentos que vejo em certas pessoas na rua, ou de defesas de coisas indefensáveis por amigos meus. Passando, claro está, pelo estado do mundo, os seus governantes, as misérias evitáveis, o que poderia ser e não é. 

Read more
Hmmm, comidinha boa
Hmmmm, comidinha boa

Nunca fui de vegetarianices. Sempre achei essa cozinha deslavada, sensaborona, insossa. Ou cheia de ingredientes que não são do meu agrado. Abóboras, cenouras, nabos, ervilhas, tudo cozido, prometem tornar qualquer tentativa culinária num prato meio doce e a evitar. As saladas, frias e cruas, não me convencem a saciedade nem o paladar de prato principal. Foram-me dizendo que não conhecia a cozinha vegetariana e que era por isso que dizia não gostar dela. Tive uma cunhada dona de um restaurante. Vegetariana, ela e o restaurante, excelente cozinheira, deu-me a provar pratos magníficos, sem dúvida. Mas não me convenceu, nem por sombras, a uma dieta como a dela. 

Read more

Todas as noites, quando me vou deitar para ir dormir, olho para o tecto do quarto depois de apagar a luz. E vejo pequenas estrelas e planetas a brilhar num Universo limitado mas que é só meu naquele momento. 

Read more

E pronto! Chegámos ao ponto a que ninguém queria chegar nesta pandemia. O “achatar da curva” foi pulverizada e os hospitais já deitam pelas bordas, embora continuem a dizer na televisão que os hospitais estão “à beira das suas capacidades” ou “à beira da rutura”. O termo “à beira” é optimista e, penso, quer evitar pânicos e críticas mais severas. Mas a verdade é que os hospitais estão a rebentar e o pessoal de saúde que nele trabalham não conseguem nem podem fazer mais do que já fazem. 

Read more

Saía da cidade de Montemor-o-Novo para ver o campo. As herdades e montes à volta, campos verdes, montados de sobro e azinho, olivais, vacas e ovelhas. 

Read more